Em apenas três décadas, os idosos  representarão 30% da população brasileira. Mas como nos preparar  para  que um fantástico contingente, estimado em 67 milhões de idosos, possa chegar lá de forma ativa e saudável? Essa é uma das questões  em pauta no Simpósio Latino-Americano deEnvelhecimento Ativo e Saudável,  que será realizado pelo Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC-BR), com o apoio institucional da MSD,  em Brasília, dia 24 de março. “Esse simpósio é uma das atividades preparatórias do ILC-BR para a “Década do Envelhecimento Ativo e Saudável”, um plano de ação que a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançará este ano” – explica o médico-gerontólogo Alexandre Kalache, presidente do ILC-BR, copresidente da Aliança Global de ILCs e diretor do Departamento de Envelhecimento da OMS por 13 anos (de 1995 a 2008).

O evento vai abordar os impactos da chamada Revolução da Longevidade não só para o setor saúde, mas também para a vida individual, e  não apenas no Brasil mas também no continente, contando com  a participação de representantes da OMS/OPAS, do Ministério da Saúde, do Congresso Nacional, instituições acadêmicas brasileiras de ponta, assim como de especialistas do Chile, Uruguai e Peru.

Serviço

O que: Simpósio Latino-Americano Envelhecimento Ativo e Saudável

Onde: Hotel Cullinan Hplus Premium, Brasília

Quando: 24 de março de 2020, das 8h às 18h

Realização: Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC-BR)

Apoio: MSD

Inscrições gratuitas: https://www.eventbrite.com.br/e/simposio-latino-americano-envelhecimento-ativo-e-saudavel-tickets-94648910439

 Revolução ou Involução?

Nos últimos 15 anos, a expectativa de vida do brasileiro aumentou 5 anos. Um salto extraordinário,  representando o mesmo crescimento ocorrido mundialmente do Império Romano até o início do século XX. O envelhecimento da população é um fenômeno global, mas aqui  o cenário é mais complexo. “Os países desenvolvidos primeiro enriqueceram para depois envelhecer – observa Kalache, mas nós estamos envelhecendo aceleradamente sem estarmos preparados. Ainda não asseguramos à grande parte da população ensino público de qualidade aceitável, condições sanitárias apropriadas, infraestrutura urbana, transporte eficiente, segurança pública, renda mínima, e agora precisamos  de recursos para fazer face a este outro desafio iminente: o  envelhecimento populacional. Se não tivermos políticas públicas adequadas, corremos o risco de fazer a Revolução da Longevidade virar a Involução da Longevidade”.

Simpósio Latino-Americano de Envelhecimento Ativo e Saudável, será aberto com uma palestra do presidente do ILC-BR, às 8h do dia 24 de março, no auditório do Hotel Cullinan Hplus Premium, em Brasília. Na sequência,  estão programadas, ainda no período da manhã, três mesas redondas: A visão do Ministério da Saúde; A contribuição do setor acadêmico focada em prevenção (iniciativas pontuais em três áreas prioritárias) e Políticas Públicas Brasileiras – a visão do Legislativo.  As mesas serão seguidas de uma discussão  plenária. No período da tarde, haverá um painel  sobre As Experiências Latino-Americanas, com a participação de representantes do Uruguai, Chile e Peru, e ainda as palestras: A visão da OMS/OPAS – Década do Envelhecimento Saudável, pela representante da OPAS, Haydée Padilla, e “Uma visão holística”, pelo geriatra Daniel Azevedo, diretor científico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – RJ.

As inscrições para o simpósio são gratuitas, embora limitadas, e já estão abertas no endereço eletrônico:

 https://www.eventbrite.com.br/e/simposio-latino-americano-envelhecimento-ativo-e-saudavel-tickets-94648910439.

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