Para Evitar Chegada Do Coronavírus, Asilos Proibiram Visitas De Familiares

Tem muita gente que está fazendo planos durante a quarentena: arrumar gavetas, organizar roupas, aquela penteadeira que está repleta de quinquilharias. Mas colocar metas muito rígidas pode causar ainda mais estresse no isolamento.

Vera Maria Moraes, de 75 anos, mora em Poços de Caldas, no sul de Minas Gerais. A pandemia do novo coronavírus fez com que a aposentada se recordasse de algo que há anos não fazia, o crochê. “O mais difícil é a notícia. A gente fica vendo direto o mesmo assunto, então, comecei a ficar angustiada, deprimida, aí fiz o seguinte: peguei um novelo de lã, minha agulha de crochê e comecei a fazer”, conta.

Vera também decidiu manter uma rotina: “De manhã acordo, tomo meu banho, me arrumo como se fosse sair para rua passear, cuido da casa direitinho. Faço o que tem de ser feito e, para não ficar só falando nisso (coronavírus), comecei a fazer uma toalha. Tô bem animadinha aqui, esperando esses dias difíceis passarem”, diz.

Ela tem a consciência de que é importante manter a quarentena para sua própria saúde e a dos outros.

A falta de interação social e contato com a família podem gerar ansiedade e agravar casos de depressão em idosos, segundo análise da psicóloga Daniela Bernardes, do Residencial Club Leger, instituição que faz acolhimento dessa faixa etária. A especialista dá algumas dicas para superar esse período:

Jogos de mesa e dominós: Muito esquecidos nas gavetas empoeiradas de casa, eles podem ajudar muito na distração. São atividades que proporcionam a interação entre pais e avós. “Regular esse dispositivo é extremamente saudável para evitar ansiedade desnecessária. O momento é de consciência e responsabilidade, mas não de alarmes”, afirma a psicóloga.

Rever álbum de fotografias: Falar de casos passados e ver fotos podem ser formas de trazer aos idosos a importância de sua história e fazer com que se recordem de momentos felizes. Tudo isso pode ser compartilhado também de forma virtual, para quem não consegue estar com eles. “Essa atividade ajuda a dar um sentido positivo às experiências deles e retomar sua importância na vida de cada membro familiar”, explica.

Resgatar filmes antigos: Daniela Bernardes afirma que sugerir títulos, caso eles não estejam no mesmo ambiente dos demais parentes, alivia o sentido de afastamento, além de ser um poderoso método de distração e divertimento.

Ligações ao longo do dia: Também são vitais para aqueles que estejam distantes. Neste caso, devamos fazê-los se sentirem seguros, reforçando que esse período difícil é algo passageiro, mas que requer cuidados.

“Faz parte de nosso mecanismo psíquico acomodar-se cada um a seu modo, por vezes desenvolvendo a tristeza e a angústia. As estratégias que consideramos tendem a ser uma forma de alívio desses mecanismos, até que cada um internamente encontre sua forma de enfrentamento, cada um tem seu tempo para isso”, conclui a psicóloga.

Falta de produtos. Os asilos enfrentam um grande desafio atualmente: impedir que seus ocupantes tenham contágio do novo coronavírus, já que idosos fazem parte do grupo de risco para a covid-19. Mas além dessa batalha, alguns locais já relatam também dificuldade para encontrar alguns materiais, como máscaras, luvas e álcool gel.

Para tentar evitar a chegada do vírus, todos os asilos consultados proibiram as visitas de familiares. É o caso do Residencial Recanto dos Nobres, na Zona Leste de São Paulo, que impediu as visitas e obrigada os funcionários a colocarem um sapato especial ao chegar no local. A casa de repouso, porém, ainda não tem falta de produtos.

É um cenário diferente do Abrigo Irmã Tereza, instituição filantrópica em São Caetano do Sul, que fornece moradia, comida e cuidados para 64 idosos. Segundo Adilson Misael Magri, coordenador de captação de recursos, a entidade já está com falta de máscara, luva, álcool gel e álcool 70%.

Para tentar distrair os idosos, o abrigo também usa jogos e brincadeiras, e aceita doações de produtos.

A falta de itens para a prevenção do vírus também está sendo sentida pela Assistência Social Dom José Gaspar – Ikoi No Sono, que fica em Guarulhos, outra instituição filantrópica que atende 66 idosos. Izumu Honda, diretor superintendente do local, destaca a busca pelos mesmos produtos hospitalares, mas todo tipo de doação é bem-vinda: “qualquer coisa ajuda”.

O cenário é compartilhado, também, por asilos privados. É o caso da casa de repouso Hotel Residencial Boa Vida, localizada na Mooca, Zona Leste de São Paulo, com 22 idosos. Eduardo Nunes, gerente administrativo do asilo, relata dificuldades de encontrar os materiais hospitalares, isso sem falar no aumento no preço dos mesmos.

Além desses locais a Secretaria de Assistência Social do Município de São Paulo conta com diversos centros de acolhidas, alguns específicos para idosos. Sete Centros de Acolhida Especiais são para idosos em situação de rua, com 702 vagas. Existem ainda 14 Instituições de Longa Permanência para Idosos, com 480 vagas. Kits de higiene, produtos de limpeza, álcool gel, máscaras e roupas são os produtos mais importantes e qualquer doação é bem-vinda.

Veja como doar: Abrigo Irmã Tereza – Rua Lourdes nº 640 – Vila Nova Gerty: é possível enviar doações por correio ou entregar pessoalmente. Mais informações no número (11) 4238-3231.

Hotel Residencial Boa Vida Rua Dias Leme, 38 – Mooca: antes de doar é necessário preencher uma ficha de qualificação. Mais informações no número (11) 94022-3752.

Assistência Social Dom José Gaspar – Ikoi No Sono – Rua Jardim Repouso São Francisco, 881 – Parque Maria Helena, Guarulhos: os interessados em doar devem entrar em contato com o número (11) 2480-1122 ou com o e-mail contato@ikoinosono.org.br.

Centros da Secretaria de Assistência Social do Município de São Paulo: as doações devem ser encaminhadas para a organização Cruz Vermelha, que distribuirá as doações. É possível deixar os produtos na Avenida Moreira Guimarães, 699. Mais informações no número (11) 5056-8666.

Estadão

No Rio de Janeiro, você poder doar

Para o Abrigo Cristo Redentor, o único do estado do Rio de Janeiro

 que é de Utilidade Pública. Há 82 anos. Tem 144 internos.

Do site:

As receitas necessárias para o funcionamento de toda essa estrutura são advindas de um Convênio com a Fundação Leão XIII, que no momento possui 53 abrigados, e com a Prefeitura Municipal de São Gonçalo, que, por sua vez, é responsável pela manutenção de 54 idosos, entretanto, se não contássemos com a ajuda da sociedade em geral, não seria possível manter viva essa missão tão nobre.

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Abrigo do Cristo Redentor – Av. Dos Democráticos 1090, 21050-000 Rio de Janeiro – Classificação de 4.7 baseada em 40 avaliações “Meus avós trabalharam e …
Lar dos Velhinhos
www.lardosvelhinhos.org.br › comoajudar
1) Doações de Materiais de Consumo: o Lar sempre necessita de alimentos … Caso não seja possível aproveitar a doação no próprio Lar ou pelos idosos, esta  …

Asilo Legião do Bem – Rio de Janeiro – Asilo e casa de …

pt-br.facebook.com › Locais › Rio de Janeiro › Asilo
Asilo Legião do Bem, Rio de Janeiro. … Platão Boa tarde, gostaria de saber se estão precisando de doação de álcool gel e o numero de idosos internos.
Casa Luz do Caminho – Abrigo para Idosos Carentes
casaluzdocaminho.org.br
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