Os ministérios do Turismo e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos são os que proporcionalmente sofrem as maiores perdas de recursos na proposta de orçamento de 2020 encaminhada nesta sexta-feira (30) ao Congresso Nacional.

A maior redução, em termos percentuais, é a do Turismo (-58,3%), depois a da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (-41,4%). Infraestrutura, Meio Ambiente e Minas e Energia têm redução de cerca de 30% cada um. O Ministério da Ciência e Tecnologia é o único que tem aumento na dotação orçamentária.

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos teve perda de 41,45% (de R$ 376,5 milhões para R$ 220,4 milhões). Em valores absolutos, as maiores perdas são do Ministério da Infraestrutura (R$ 2,79 bilhões); Defesa (R$ 2,72 bilhões); e Desenvolvimento Regional (R$ 2,43 bilhões).

A contenção de gastos públicos prevista na proposta pode dificultar a execução de serviços públicos no ano que vem. O valor das chamadas despesas discricionárias, ou seja, não obrigatórias, recua de R$ 102,66 bilhões em 2019 para R$ 89,16 bilhões em 2020.

O secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou que os R$ 89 bilhões são “um número baixo”, mas disse que não haverá “shutdown”, ou seja, paralisia da máquina pública.

G1

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