Coluna UNATI.UERJ

Olá Amigos(as)
A Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia é uma continuação do Título Revista Textos Sobre Envelhecimento, fundada em 1998. É uma publicação do Centro de Referência e Documentação Sobre Envelhecimento da UnATI.Uerj tendo por objetivo publicar e disseminar produção científica no âmbito da Geronto-geriatria e contribuir para o aprofundamento das questões atinentes ao Envelhecimento Humano.
Pertencente ao Grupo SciELO – Scientific Electronic Library Online, nas versões em português e inglês, a RBGG entra em uma nova fase, assumindo seu protagonismo na produção e difusão do conhecimento científico no campo do saber. E foi seguindo esta perspectiva que a Direção Geral da UnATI.Uerj lançou, em 2015, o Site da RBGG – um Portal com textos científicos publicados com base em estudos e pesquisas direcionados a pesquisadores e demais interessados pelos temas.
O Portal da RBGG – www.rbgg.com.br chega como um facilitador para os autores que escrevem para a revista, ao enviarem os seus trabalhos, como para os pareceristas que avaliam os trabalhos recebidos. “Com esta nova ferramenta desejamos ampliar nosso diálogo com os pesquisadores de outros países”. Acrescenta Renato Veras – Editor da RBGG e Diretor Geral da UnATI.Uerj.
Chegando ao Volume 18 Nº04, agora em versão Online, a RBGG já foi publicada no Site da SciELO estando também disponível no nosso Portal e na conta do Facebook: https://www.facebook.com/RevistaBGG/?ref=aymt_homepage_panel, tudo isso sem descuidar do papel indutor das propostas científicas desafiadoras e contemporâneas, sempre em busca da ampliação da qualidade de vida daqueles com mais idade.
Visite os nossos endereços eletrônicos e conheça mais sobre os Artigos Científicos que vem fazendo a diferença no campo da Geriatria e Gerontologia.

Marcos Teodoro
Assessor de Comunicação Social da UnATI.Uerj

Envelhecimento Ativo é …

… “malhar” o cérebro

Não sei bem a razão mas um sintoma de que estamos envelhecendo é o esquecimento e a dúvida que esse lapso pode causar.
Tomei o remédio…
Isso sem falar no constrangimento que paira quando estou animada contando algo inteligente para alguém que quero impressionar e na hora de citar o que seria o coroamento de um discurso pro-sedutor, dá o “branco OMO total”. E a expressão do interlocutor é de ansiosa espera pela brilhante conclusão que acabo não fazendo…  
Sempre tive boa memória. Quando dá o “branco” fico logo mal-humorada e me achando a um pé da demência senil.
Dias desses em que o temor da velhice se torna quase uma obsessão (felizmente são poucos), fiquei experimentado métodos de associação para não dar um segundo vexame. Vocês vão até rir e podem registrar o método como algo lúdico e nada científico.
Fiquei me apresentando alguns desafios. Quem é o diretor do filme tal; quem escreveu tal livro; como é a letra daquela música do Sinatra que eu gosto do filme “Meus Dois Carinhos”.   (The Lady is a Tramp, a resposta)
Fazia a pergunta e não me lembrava da resposta. Tornava fazer a pergunta e respondia com o que me viesse à cabeça. Sei que depois de algum tempo, destravava alguma coisa (bloqueio emocional) e eu lembrava o que tinha esquecido. Resolvi batizar meu “método” de memória dinâmica.
A leitura dinâmica (febre na década de 1970 nas universidades) foi um método de estudo de Louis-Émille Javal, no século XIX, ele era oftalmologista e professor da Universidade de Sorbonne, em Paris. Focava-se nos movimentos que o globo ocular faz, servindo de instrumento para a mente na leitura das mensagens grafadas. O médico concluiu que os olhos podem ser treinados, tornando a musculatura do globo ocular cada vez mais rápida, e por conseguinte a leitura.
Noutro dia experimentei o meu método numa reunião social mas só de gente amiga. E de mulheres maduritas como eu.
Contei minhas “descobertas” e do meu treinamento.  Uma conhecida, gênia, Ph.D. em neurolinguística da UFRJ, explicou para todo mundo que o método tinha sua razão de ser porque criava uma associação de ideias que impedia o bloqueio.
Fiquei mega orgulhosa: a comunidade científica tinha dado aval à minha descoberta. Oba. Posso adiar a demência senil ou até ignorá-la com as minhas brincadeiras. Tente você, agora, e veja se funciona.

Teste a velocidade de sua leitura
Elimine os ruídos
Desligue a TV, coloque o computador para descansar, prenda o cachorro e esqueça o celular.
Sente-se confortavelmente sob um abajur e faça estes exercícios com um texto que você já leu várias vezes, porque é importante treinar com uma informação que você domina.
Agora teste suas novas habilidades. Sua leitura será pontuada como dinâmica quando você absorver esta página em 24 segundos.


Thereza Christina Jorge, editora



Bônus & Ônus

Em 30 anos, a turma de mais de 65 anos vai ter mais gente do que a da faixa das crianças menores de 5 anos. Será um acontecimento histórico que vai gerar a maior transformação social, política e econômica da humanidade, avaliam analistas econômicos.
Hoje, nos Estados Unidos a chamada indústria da longevidade já movimenta 7,1 trilhões de dólares (29 trilhões de reais), mais que muitos países. Se fosse uma nação, seria a terceira mais rica do planeta. Em 2020, a previsão é que a faixa dos idosos terá nos bolsos 60 trilhões de reais para gastar e que em 2050 o mundo seja habitado por 2 bilhões de pessoas da chamada terceira idade, de um total de 10 bilhões.

 

As projeções estão no artigo “Os desafios mais rentáveis da humanidade” do jornalista espanhol, Miguel Ângel García Vega, colunista do jornal El País. Ele destaca que “o envelhecimento da população do planeta é o prelúdio de todas as grandes transformações que viveremos”.
As consequências pouco agradáveis que irão advir dessa inversão demográfica englobam basicamente as maiores chances de as pessoas adoecerem. Em contrapartida, as indústrias farmacêuticas irão prosperar ainda mais. Atualmente os remédios para o tratamento do câncer representam 10% do mercado dos fármacos, com a doença atingindo 25% das pessoas dessa faixa etária. A cada ano, cerca de 8,2 milhões de pessoas morrem desse mal.
O envelhecimento também irá acelerar a urbanização das grandes cidades porque as pessoas vão querer morar mais próximas. Segundo o futurólogo americano Alex Steffen, citado no artigo, 9% da população da terra se concentrará em 41 megacidades até 2030. “Hoje há menos da metade dos edifícios que existirão em 2050“, afirma. O efeito imediato será o aumento do valor das moradias, o que já ocorre em cidades como Londres, cujo preço das residências subiu 35% desde 2008.
Outro fato a considerar é que com a longevidade e a maior expectativa de vida crescerá o número de aposentados pressionando o aumento da dívida pública nas economias avançadas que terão de cortar nos benefícios e na saúde para controlar o déficit. Uma oportunidade de negócios para as empresas privadas de saúde e de aposentadorias, considerando que em 2030 a previsão é que 2 bilhões de seres humanos, metade deles na Índia, farão parte de uma nova classe média com renda per capita até 100 dólares.
Esse aumento de renda também irá empurrar o mundo para a produção de mais alimentos, ainda que as terras potencialmente cultiváveis estejam dimensionadas em apenas 1,4 bilhão de hectares (cada vez mais concentradas nas mãos de grandes empresas, principalmente na África e na América Latina) e a atividade da agricultura se aproprie de 70% da água utilizada em todo o mundo.
Mas, mesmo em um mundo habitado por um maior percentual de gente idosa, a tecnologia irá seguindo em sua caminhada de desenvolvimento (plataformas digitais, impressora 3D, robótica, inteligência artificial etc), afetando de maneira mais intensa todos os negócios e as relações humanas.
“Quem poderia prever que o mundo seria tão desafiante? O planeta surpreende inclusive os analistas da Goldman Sachs. Em seu relatório What if I told you… (E se eu te dissesse), preveem um futuro que soa como uma voz vinda de uma Terra distante. “E se eu te dissesse que o espaço é, mais uma vez, a nova fronteira, que o lítio é a nova gasolina, que o blockchain (um livro de contabilidade aberto e em rede) pode mudar tudo, ou que a nuvem poderia ajudar a curar o câncer”, diz a publicação. Vocês acreditariam?”, escreve Miguel Vega.
O texto completo está no link:

O Kaiser chega em abril

Aos 82 anos, ele se mostra incansável e sempre pronto para novos projetos. 
Karl Lagerfeld, apelidado de Kaiser por sua postura carismática e contraditória, criou uma coleção com 75 peças femininas para a fast fashion, entre roupas e acessórios que chegam a 143 lojas da Riachuelo já em abril. 

“O Brasil é divertido, cheio de energia e um país do

future”, ele disse ao WWD ao mesmo tempo que sabe sobre as altas taxas de importação sobre produtos de luxo. “O país pode se abrir para o mundo. Ele tem muito o que oferecer”.

Com sua equipe, ele está trabalhando para um grande evento de lançamento durante o SPFW,  que acontece de 25 a 29 de abril. Podemos esperar por campanhas publicadas nos principais veículos do país e um trabalho forte de vitrinismo nas lojas da Riachuelo. “O Brasil tem uma base de consumidoras com uma forte paixão pela moda e que se dá muito bem com o que Karl Lagerfeld faz”, diz Pier Paolo Righi, CEO da marca.
Entre os acessórios, que devem vender como água, há carteiras, bolsas e clutches com desenhos da Choupette, a gata celebridade de Karl. Os preços da coleção vão de R$ 50 a R$ 400. Segundo o WWD, a Riachuelo recebe um milhão de clients por dia e tem 23 milhões de pessoas cadastradas em seu sistema de cartão de crédito.

Essa não é a sua primeira colaboração com uma empresa brasileira. Ele já criou sapatos para a Melissa e em 2013 veio para a abertura da exposição Little Black Jacket da Chanel, na Oca, em São Paulo. “Foi ótimo trabalhar com o pessoal da Melissa. Iríamos fazer apenas uma coleção e acabamos fazendo várias e foi interessante e agradável como uma colaboração. Ninguém mais no mundo tem aquela técnica que eles têm”, disse.



As botas com o pé no Outono

 

Conforto proporcionado por tecnologias únicas, aliadas à beleza são as razões da existência da Comfortflex, marca que tem como objetivo proporcionar à mulher a percepção de bem estar em
todos os momentos do seu dia.

Na coleção outono-inverno 2016 da marca, as botas mais uma vez têm espaço especial, com canos em diferentes comprimentos, e saltos que vão do anabela, para o dia a dia, que conferem mais sofisticação ao look. Comfortflex traz ainda os saltos mais estruturados, que proporcionam firmeza e conforto ao caminhar, e estão entre as principais tendências de moda a estação fria.
As botas over the knee e ankle boots continuam entre as tendências para a próxima estação de frio, e têm seu espaço na coleção da Comfortflex.
A leveza e descontração dos mocassins e a classe e elegância dos peep toestambém são peças importantes no inverno proposto pela marca.
Uma linha de scarpins mais sofitiscados, com bico navio, salto delicado, com plataforma embutida, está entre as novidades da marca para o inverno. Este sapato ganha um visual leve, por ter o salto mais alto, conferindo sofisticação ao look feminino.
A coleção vem com as cores da próxima estação – destaque para marsala, pele, café e pinhão. Florais e texturas com padrões que remetem à natureza, como réptil, pelos e animal print também têm espaço importante juntamente com o verniz, um dos materiais que chegam com força para o próximo inverno, .
Para contemplar as tendências étnicas, a marca traz detalhes em trissê, ráfia, cordas, tramas, franjas que continuam com força, e agora ganham a companhia de tranças.
Tecnologia
A tecnologia Ultrasoft ganha cada vez mais espaço. Desenvolvida para dar conforto a mulheres que têm articulações sensíveis, e para permitir a adequação do calçado ao formato do pé, esta tecnologia usa neoprene no cabedal, permitindo que a largura e a altura do calçado se molde ao pé da usuária, proporcionando uma sensação de conforto que é realmente única.
As diferenças de circunferência da panturrilha da perna não são problema para as consumidoras da Comfortlfex. A marca traz modelos de cano alto com streach e elásticos drapeados, utilizados em aplicações que permitem o melhor ajuste do calçado às pernas.

Os chinelos produzidos com a tecnologia Softflex voltam com força depois do sucesso da última estação. Com solado anatômico de PU expandido, com pontos elevados para massagear o pé enquanto a pessoa caminha, os chinelos têm ainda a sola em PVC antiderrapante, agregando segurança ao caminhar. Ensaios feitos nos laboratórios de biomecânica do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçados e Artefatos – IBTeC, comprovaram que o solado amortece em 66% o impacto ao caminhar, desempenho praticamente de um tênis esportivo.

 

 

Nada Muito: só Bom Senso

O livro que tive a satisfação de publicar com o médico nutrologista João Curvo, ano passado, e cujo título é Nada Muito – Comer e Viver com Saúde e Prazer (Ed. Rocco), tem um formato de fácil acesso. Na qualidade de jornalista, elaborei perguntas sobre o tema, respondidas pelo entrevistado, e o formato do volume é simples: prático para ler, funciona como um livro referência, ou livro de cabeceira para todas as idades no formato de pingue-pongue, como dizemos nas redações de jornais. Ou seja: perguntas-e-respostas distribuídas em oito capítulos leves e de fácil leitura.

Em Nada Muito – Comer e Viver com Saúde e Prazer há trechos em que a alimentação

saudável dos mais velhos é comentada por Curvo.

Um exemplo: a questão da alimentação sadia para os hipertensos (uma disfunção nacional). Perguntei a Curvo: Como age a alimentação saudável nesses casos? Ele responde (dentre outras disposições a serem tomadas): ”A intervenção nutricional pode prevenir a hipertensão. Basta uma alimentação balanceada.”
Em outra resposta ele aponta a conduta nutricional básica e correta na mesa dos idosos: ”Controlar o peso corporal para mantê-lo em nível adequado. Reduzir o consumo de sal a seis gramas, equivalentes a duas colheres de chá rasas, por dia, nos alimentos. Restringir o consumo de embutidos – salames, presuntos, mortadelas -, carne-seca, enlatados, bebidas alcoólicas. Incluir cinco porções diárias de frutas, e vegetais folhosos: espinafre, brócolis, couve-flor, rúcula e couve no cardápio e reduzir gorduras animais saturadas.”
E mais: usar azeite e óleos vegetais de canola, girassol, milho ou soja. Consumir aveia (ajuda a baixar o colesterol), papaia, pêssego, ameixa, manga, maçã, pera (ricas em vitamina C) e frutas oleaginosas como nozes, amêndoas, macadâmias e avelãs.
Se você não sabe,  procure consumir um dente de alho temperando a comida, diariamente.
Bom apetite.
Léa Maria
 

Voltamos para Casa!

 

Gente querida,
Estamos numa casa nova: www.blogger.com. E com novo layout. Gostaram?
Tem mais: hoje estreia como colunista do blogue um dos grandes nomes do jornalismo contemporâneo. Léa Maria Aarão Reis.
Léa Maria Aarão Reis é jornalista, roteirista e escritora. Foi responsável pela criação do caderno “Bem-estar” do Jornal do Brasil, tendo trabalhado também em O Globo e na revista Vogue. Atuou como gerente-geral de Relações Públicas na TV Globo, onde também exerceu a função de roteirista do programa Vídeo Show. É autora dos livros Maturidade; Além da idade do lobo; Cada um envelhece como quer (e como pode); Os novos velhos e Manual prático de assessoria de imprensa.