Conforme estudo elaborado por consultoria, Niterói, no Rio de Janeiro, é um dos melhores municípios para empreendimentos voltados à terceira idade

Com quatro municípios cada, Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul dominam o ranking das 10 melhores cidades para se investir em negócios cujo público-alvo   é a  terceira idade. Conforme estudo realizado pela  Goakira  Consultoria e Gestão de Rede de Negócios, Niterói (RJ), Vitória (ES), Santos (SP), Porto Alegre (RS) e Santa Maria (RS) são os cinco municípios com maior potencial de investimento na Economia Prateada – alusão aos cabelos grisalhos e brancos comuns nesta faixa etária. Completam a lista Volta Redonda (RJ), Petrópolis (RJ), Rio Grande (RS), Pelotas (RS) e Campos dos Goytacazes (RJ).

Também chamado de Economia da Longevidade, o conjunto de negócios voltados à terceira idade tem tudo para ser um dos mais promissores nas próximas décadas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população idosa brasileira é composta por 29,3 milhões de pessoas (14,3% da população do país). Em 2030, a projeção é de que o país tenha mais idosos do que crianças, com 41,5 milhões de pessoas (18%) com idade superior ou igual a 60 anos e 39,2 milhões (17,6%) entre zero e 14 anos. Em 2060, estima-se que cerca de 25% da população terá 65 anos ou mais.

Conforme o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), os brasileiros com mais de 60 anos representam atualmente 20% do poder de consumo do país. Outro levantamento, realizado pela multinacional de painéis de consumo Kantar, indicou que os idosos foram o único público que aumentou seu consumo em unidades (+2,1%), volume comprado (+0,6%) e valor desembolsado (+5,3%) nos últimos 12 meses terminados em julho deste ano. Além disso, em comparação com a média geral da população, os maduros gastam mais na compra de todas as categorias produtos, especialmente em higiene e beleza (+6,3%), bebidas (+7,3%) e commodities (+4,6%).

Estudo considera longevidade, percentual de pessoas na terceira idade e poder aquisitivo

Para indicar as melhores cidades para investir em negócios cujo público-alvo são pessoas da terceira idade, a Goakira usou como indicadores os municípios com mais de 200 mil habitantes e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – Perspectiva de Longevidade. O IDH é uma medida adotada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para medir o nível de desenvolvimento dos países, levando em conta não apenas seu crescimento econômico, mas também indicadores sociais, como educação e saúde. Quanto mais próximo do número 1, maior o IDH.

Os componentes do indicador são longevidade, acesso ao conhecimento (educação) e padrão de vida (renda). O IDH de longevidade foi utilizado, de forma isolada das demais variáveis que compõem o IDH, como primeiro passo para o ranqueamento dos municípios. No último censo, o Brasil obteve 0,75 no IDH de longevidade. Assim, todas as cidades que obtiveram índice maior do que 0,75 neste item foram consideradas elegíveis para segunda fase do estudo.

A etapa  seguinte  do levantamento considerou o percentual de população na terceira idade – com a finalidade de demonstrar as maiores concentrações, os municípios com IDH de longevidade superior a 0,75 foram ranqueados conforme o percentual de população na terceira idade. Os 10 municípios que apresentaram maior percentual foram classificados para o ranqueamento final.

Na terceira e última etapa, o foco foi na análise do poder aquisitivo frente à renda média domiciliar – os 10 primeiros municípios com maior IDH de longevidade e maior concentração de população idosa foram ranqueados conforme a renda média domiciliar. Desta forma, foi possível demonstrar os locais com maior concentração de idosos e também com melhor poder aquisitivo – condições ideais para a instalação de negócios voltados a este público-alvo.

Análise e curiosidades sobre o resultado

Dos municípios com população maior do que 200 mil habitantes, Santos é o que apresenta maior percentual de população idosa. Porém, ao analisar-se a renda média domiciliar da cidade, o resultado é de R$ 7.548, o que demonstra um poder aquisitivo mais baixo que Niterói (R$ 12.902). Por isso, embora com percentual de 21,7% de população em terceira idade, a cidade   tende a registrar maior poder aquisitivo  na faixa etária pesquisada.

Das capitais que costumam frequentar os rankings de potencial para investimento, apenas Vitória e Porto Alegre obtiveram classificação conforme as premissas do estudo. Para efeito de curiosidade, as maiores capitais do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília) apresentaram percentuais de população em terceira idade inferior a 18%,  4  pontos percentuais abaixo de Campo dos Goytacazes  (RJ)  com 21,8%.

Economidia

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